por Maria Clara Campos Mello
Para encontrar um buraco nas ruas e avenidas de São Paulo, basta circular com um veículo motorizado num raio de aproximadamente 100 metros. É quase um fator estético para as ruas da metrópole. Essas depressões já fazem parte da vida dos paulistanos, permeando toda a cidade.
A selva de pedra parece estar perdendo uma de suas principais características: de ser a rainha do asfalto, pois com tantos buracos fica difícil até mesmo encontrar esse famoso chão de betume.
É o que relata o relações públicas Armando Arruda Pereira, que no mês de fevereiro deste ano estourou o pneu e amassou a roda de seu carro quando passava pela avenida Rebouças (sentido centro), entre a rua Oscar Freire e a alameda Lorena. O motorista teve que parar imediatamente o veículo e pedir auxílio. Essa é mais uma das histórias que acontecem no cotidiano paulistano.
Nota-se o número gigantesco de novos buracos, cerca de 72 por hora, levando ao pensamento: será que é mais fácil andar a cavalo ou em um carro pela cidade?