Por Luísa Freitas
Os répteis são animais heterotermos, ou seja, sua temperatura corporal está diretamente relacionada com a do ambiente. Sendo assim, eles devem ficar expostos ao sol para se aquecer, mas somente tempo suficiente para a obtenção do seu nível térmico ideal. É por isso que muitos lagartos que habitam o deserto se enterram na areia para fugir do calor, uma vez que, numa profundidade de 30 cm, a temperatura pode ser até 35ºC mais baixa.
Os paulistanos estão quase adotando esta tática pra tentar fugir do calor. No domingo, dia 1 de março, foram registrados 34,1ºC na cidade. E no dia 3 de março tivemos a madrugada mais quente dos últimos 30 anos, segundo o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), com 24,1ºC às 6 horas – a média do horário é de 18ºC.
A previsão dos meteorologistas é de que o calor excessivo dure até o fim de semana, quando voltará a chover.
A situação fica ainda pior para quem se utiliza do transporte público para se locomover. Segundo a reportagem do Estado de São Paulo de hoje (04/03), a temperatura dentro dos vagões do metrô chegou a até 34,5ºC, contra os 32ºC que faziam fora da estação.
Segundo os médicos, para driblar o mal estar é preciso se hidratar bastante, a recomendação de ingestão é de 700 ml a 3 litros de água diários e a suspensão da prática de atividades físicas ao ar livre.